12 de abr de 2010

A pensão...

Olha, é uma situação muito complicada mas o fato é que é um direito do seu filho e ponto. Não tem o que se discutir e nem o que se pensar. Eu demorei muito pra tomar a decisão de por o pai da minha filha na justiça, por enis motivos, primeiro por medo do que iam pensar de mim, segundo porque não queria me indispor com ninguém e terceiro porque é um transtorno imenso. E quem só fez perder com isso foi a minha filha.

Eu esperei três anos pra colocar o pai dela na justiça, fizemos alguns acordos que ele NUNCA cumpria, não só por isso, eu também tive uma vida folgada e meus pais bancavam tudo, aliás, meu pai até hoje banca o grosso. O estopim aconteceu quando no meio de uma discurssão daquelas eu ameacei colocar ele na justiça e ele me disse: "Não me ameace não, me coloque logo." Como ele pediu, quem sou eu pra não fazer o que me pedem?

Coloquei ele na justiça no início do ano de 2007 e a intimação só chegou pra ele em Setembro de 2007 ( um viva a nossa justiça!!!), e quando ele recebeu a intimação, ele me ligou e disse que queria um recibo de "TUDO" o que ele já comprou pra ela, porque eu fui dizer ao juiz que ele nunca me deu nada. O que de fato não é bem verdade, se eu fosse contabilizar três anos dá um total de 450,00 (juntando os três anos tá?). E ainda fui obrigada a ouvir que ele nunca pensou que fosse se envolver com "esse tipo de gente". Tá bom pra vocês?

De repente a mãe que carrega seu filho nove meses na barriga, que acorda de madrugada pra alimentar, que passa noites e noite num hospital quando ela está doente, que acorda cedo ( depois de ter dormido muito tarde) pra levar o seu filho na escola, a mãe que arruma seu filho como um principe ou princesa pra que ele saia por aí exibindo o seu rebento se tornou "esse tipo de gente".

O fato é que mesmo com tudo isso e com a pressão que se formou em cima de mim, eu não desanimei e fui até o fim, minha advogada graças a Deus é uma pessoa maravilhosa e minha amiga e lutou comigo até o fim. Felizmente, a gente não precisou passar da audiencia de conciliação onde foi acertado uma porcentagem do valor, onde uma juíza era amiga da advogada dele e praticamente deixou que ele escolhesse quanto que ele queria pagar... Graças a minha advogada, que é uma mulher sensata e muito experiente as coisas se acertaram rápido.

O que eu quero mostrar com isso é que, vocês não podem deixar de lutar pelo direito dos filhos de vocês, não se importem de de repente vocês virarem a pior pessoa do mundo pra família do pai do seu filho e pra ele, acredite, de alguma outra forma você também vai ser ruim, SEMPRE. Não aceitem nenhum acordinho, seu filho tem direito a no mínimo 30%, menos do que isso não deve ser aceito, mesmo que diminua do que você já recebia verbalmente, conforme ele muda o salário a pensão do seu filho aumenta. O melhor negócio pro futuro do seu filho.
Hoje, eu não esquento mais a minha cabeça com isso, todo mês a minha filha recebe a pensão dela e eu pago a sua babá e outras necessidades dela, acreditem, é uma mão na roda e o contato passa a ser o mínimo possivel com ele, e isso NÃO TEM PREÇO.

Se ele vai dar mais alguma coisa a mais pra ajudar, isso não importa, vai da consciência dele e a vida sem dúvida nenhuma cobra lá na frente. O importante é que a gente continue batalhando por nós e por nossos filhos pra que aquela quantia seja apenas uma somatória, uma contribuição. Nada paga ser o provedor do seu filho, por mais difícil que seja. E ore sempre pra que o pai do seu filho tenha muitas coisas boas na vida, porque o que for bom pra ele, automaticamente é bom pro seu filho também.

Super ficadica.

Beijo imenso!!!

Manu

4 comentários:

Ananda Cavalcanti disse...

tá mais que certa, Manu.. mas eu ainda não tive coragem pq os acordos tem resolvido os meus pequenos problemas, já que ele apesar de velho não trabalha.. os pais deles é que bancam, aí eu nao quero me indispor.. de forma nenhuma. Por enqnt tá dando direitinho, mas se apertar.. há, é pra ela e não pra mim. beijos

Gabi&Davi disse...

Estou encantada com seu blog e aliviada por saber q existem mts situações como a minha.
A situação da justiça eu tb já resolvi, e até q andou rápido apesar de eu ter demorado 2 anos pra tomar coragem (ou vergonha na cara! rs)..
Isso aí, somos mais q guerreiras!
Grande bjo nas princesas!

mulheresdocoveiro disse...
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luana disse...

sou mãe solteira siim,sofro todos os preconceitos ainda neste século,(acreditam??)sofrii muito com o pai da minha filha todas os tipos de humilhações ele nunca me bateu ,mais tem palavras que doem mais que uma bofetada...entrei em depreção logo quando me separei dele minha filha estava com 2 semanas de nascida..mesmo amando ele decidii larga-lo pensei que não quero que minha filha creça vendo meu sofrimento como vii de minha mãe,uns 6 anos que estou para tomar esta decisão talves por medo,não seii pq.. mais esta vez.. vou ir em frente este canalha vei pagar pode até ser uma miséria mais ele deve pagar só falta eu ter coragem